Monday, December 04, 2006

Ao som de...

Margareth Brouwer - "Aurolucent Circles"

Chegou. O império avança. Os demais apressam-sde a ocupar os seus lugares. Confusão prestes a ser finita - (maçã por uns momentos) -. Aguardando uma visão palpável, Cergeras esperam pelo destino reservado aos seus.
Jornada de perigo, ou simples chilrear militar? A chapa é um aviso?

Gÿorgy Ligetti - "Novas Aventuras"

01 - Um inferno de hienas. São os condenados de Roma que hão-de tombar.
02 - Marido e mulher que escondem o orgasmo em discussões assexuadas.
03 -
Falso frenético do vidro que vem livre. Onomatopeia aliterada em vocalidades de preto e branco.
04 - Insanos em interpretar algo despoletável.
05 - Será vento? Será a morte de encontro?
06 - Falso silêncio. Até ao próximo.
07 - Ahhhhh, agora escalas, cigarras. "Adult Themes For Voice", General Patton. Será acaso?
08 - Pssst, quase não te ouço.
09 - Um cão japonês nas trombetas do final de nós.
10 - Redução de dinâmicas, controlo dos instrumentos.
11 - Strüdel? Gosto... de apfel.
12 - Serão dentes a tilintar?
13 - Há pauta nisto tudo.
14 - Buraco que negro absorveu o inaudível do Universo. Humano.

Edgard Varèse - "Poema Electrónico"

1800. Uma rua escura, quiçá um beco. Alley cats, o Estripador, agora tortura. Um rato que espreita.
Viagem no tempo. Sintetizadores ao infinito: o digital reina na aceitação do som, e voltamos ao passado. A brincar, a brincar, chegamos aos botões. Quase um moog. Amália chegou, num buste levitacional no meio das micro-ondas que preenchem o espaço entre mim e ti.
Agora, o calabouço ou o rei da selva. Em espera... O moog de novo. 0-1-0-1: binário que comanda a vida, até despertar o velho rádio conventual.
Não te esqueças. Foi um de nós a fazê-la.
Aphex Twin.

Tore H. Bºe - "Anla Courtis"

Primeira impresssão: não rejeitar o vinil. Mas são cascas de nozes, num tubo ou túnel ou fechado num tubérculo oco só porque sim. É a chama do cozinhado em loop aspirado, na demência do controlo do esquecimento do leitor a tocar que não pára de surpreender.
Agora, fingem pássaros em trânsito. Há um mais assanhado, também em loop. Uuummmmmmmm, consigo reproduzir, como o alerta dos Bombeiros, ou o aspirador.
Poderia ser uma siderurgia, mas é apenas água a bater num esgoto. O microfone, tão sensível ao cair, mudou a frequência e voltamos ao cobre. Loopless não tem lugar aqui.

Há um quê na repetição. Çãotipere. Poderia ser um termo, algures em nós geográficos.
Demasiada ficção científica que nos tolda a sensibilidade. Não há som no espaço, porque os deuses somos nós.
Aspira-se o ruído. Este é uí+dor, brincado que está o r. Outra vez estes jogos; há que mudar, mas em loop.

1 Comments:

Blogger rafael said...

granda pinta

6:41 PM  

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